A escolha do colchão e novas tecnologias sobre o conforto de dormir

A partir de 1º de agosto deste ano, apenas colchões certificados pelo Senai – Serviço Nacional da Indústria poderão ser comercializados no mercado nacional. Nesta data entra em vigor a Portaria nº 52 do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), que estabelece novas normas de qualidade e atestam que o produto está em conformidade com altos padrões de conforto, funcionalidade, segurança e durabilidade. A informação foi dada pelo engenheiro químico Rogério Soares Coelho, diretor de Normas e Certificações de Colchões da ABICOL (Associação Brasileira da Indústria de Colchões).

De acordo com Rogério Coelho, que atua no segmento colchoeiro desde 1994, o consumidor deve verificar se o colchão que está comprando possui o selo de qualidade obrigatório do Inmetro. “Os colchões certificados oferecem toda a tecnologia, segurança, qualidade e credibilidade para proporcionar um bom repouso”, observou, destacando que as noites mal dormidas, em sua maioria, estão associadas ao tipo de colchão. “O brasileiro está acostumado a dormir em colchões mais firmes”, colocou, mas a tendência são os colchões que privilegiam mais o conforto e maciez. Fabricados em látex, matérias primas e fibras naturais, os novos colchões chegam ao mercado para mudar conceitos. “As pessoas querem um produto que harmonize preço, bem-estar e durabilidade”, assinalou, mas têm muita dificuldade durante o processo de escolha. “O ideal é que o colchão seja de extrema qualidade e funcionalidade para atender os requisitos de segurança, desempenho e saúde”. 

A escolha de um colchão firme, como vem de costume, sendo feita  por gerações de famílias brasileiras, pode ser prejudicial ao sono e a saúde. Pode não proporcionar um apoio a coluna quando estamos deitados, não propiciando seu  o devido apoio. Um exemplo dado por Rogério Coelho, foi, no momento que que se está fazendo a prova para compra de um novo colchão, o usuário deitando e ficando com um espaço que caiba a palma da mão abaixo da área da coluna, significa que este colchão não está adequado ao seu  uso, seguindo as normas de segurança e saúde, pois a coluna não estará devidamente apoiada.

Como fabricante, Rogério Coelho garantiu que os colchões produzidos de forma artesanal começam a ganhar o mercado e a preferência dos consumidores. Os materiais e fibras naturais como, por exemplo, de coco, crina de cavalo e lã de ovelha e cashmere, também estão caindo no gosto das pessoas por causa de suas características. São mais resistentes, aerados, frescos e ecologicamente sustentáveis, além disso, possuem propriedades hipoalérgicas. 

Durante o sono o corpo humano perde uma grande quantidade de líquido, a qual, dependendo do tipo do colchão e seu material poderá ficar depositado em meio as suas camadas tornado se um  ambiente  favorável á umidade e proliferação de ácaros. Por isso a importância de um colchão ser aerado, ou seja, que propicie uma circulação de ar.

Fazendo uso de colchões com apenas materiais naturais e ecologicamente sustentáveis podemos aumentar a qualidade do nosso sono. Alguns destes  colchões  são fabricados totalmente pelas mãos do homem e são ecologicamente sustentáveis. Este tipo de colchão não utiliza espumas de poliuretano e nenhum tipo de cola, pois no lugar da cola as costuras são feitas manualmente. A  espuma utilizada é o látex junto a fibras naturais que serão citadas abaixo. O uso da  cola  prejudica a passagem de ar tornando o colchão  úmido e com presença de mofo e ácaros, pois ela impede que o colchão fique aerado, funcionando como um impermeabilizante.

A crina de cavalo por ser levemente ondulada é  a fibra natural mais longa que pode ser acrescentada num colchão natural. Faz o papel da adição de dois milhões de pequenas molas ao conjunto, garantido sua maciez e  ainda possuindo um canal de ventilação o qual proporciona que o colchão esteja sempre aerado. A lã de ovelha adicionada a uma das camadas do colchão proporciona a propriedade de esquentar quando o clima está frio  e refrescar no calor, além de absorver a umidade durante a noite de sono e ajudando a manter a temperatura corporal estável durante o sono, efetuando a liberação da umidade absorvida durante o dia. A crina de camelo possui também propriedades termoestáticas as quais protegem o camelo do sol durante o dia e e do frio durante a noite, deixando sua temperatura estável., absorvendo a umidade durante a noite e liberando durante o dia.  A lã de cashmere também utilizada possui propriedades térmicas e higroscópicas. Sua elevada passagem de ar permite um colchão sempre seco e aerado, com sua suavidade única,  proporciona maciez e frescor inigualáveis.

Munidos destas informações a escolha do novo colchão torna-se  mais fácil diante de tantas opções diferentes que o mercado oferece. 

 

Fontes: NCA Comunicação/Assessoria de Imprensa ABD-PR

Rogério Coelho esteve em Curitiba, na quarta-feira (31 de maio), e fez palestra sobre novas tecnologias e formas de dormir para profissionais de design de interiores. O encontro foi organizado pela ABD-PR (Associação Brasileira de Designers de Interiores – Regional do Paraná), em parceria com a Stresser Colchões e Restopedic Colchões. 

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